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PERIGO PARA A SAÚDE - Cuidado com a AMÊIJOA que come em Portugal


O veterinário municipal do Montijo e a Polícia Marítima alertaram hoje para os perigos que o consumo de amêijoa, ilegalmente apanhada no estuário do rio Tejo, pode representar para a saúde pública.


"Os riscos são principalmente em termos de toxinfeções. A amêijoa é um género altamente perecível fora do seu habitat natural e, sem conservação e frio, deteriora-se rapidamente. Ao deteriorar-se cria toxinas que produzem riscos em termos de distúrbios alimentares e outros problemas", explicou, à agência Lusa, João Monteiro, veterinário municipal do Montijo

A apanha de amêijoa no estuário do rio Tejo - centrada sobretudo nos concelhos de Alcochete, Montijo e Seixal - requer uma licença e impõe um limite de 80 quilos por pessoa. Mas, segundo as autoridades, a maior parte dos mariscadores não dispõe desse documento e os que o têm, não respeitam as normas impostas.

"No estuário do Tejo e para todas as espécies (exceto para a lambuginha, que é proibida) é considerada como zona da classe 'C', na qual os bivalves podem ser capturados, mas devem ser conduzidos para centros de transposição prolongada ou transformação em unidade industrial, ou seja, não podem ser depuradas nem entrar directamente na cadeia alimentar", esclarece a Polícia Marítima (PM), em resposta enviada à Lusa.

A PM esclarece que a apanha ilegal de amêijoa não está tipificada como crime, mas antes como contra-ordenação, punível com coima.

Por falta de licenciamento, o infractor incorre no pagamento de um valor que vai dos 748 aos 50 mil euros. Por arte ilegal, as coimas variam entre os 600 e os 37 mil euros.

Explica a PM, que as coimas podem ser reduzidos a metade sempre que as infracções forem praticadas com embarcações de convés aberto ou sem auxílio de embarcações.

Desde o início do ano, em menos de oito meses, a GNR apreendeu cerca de 23 toneladas de ameijoa retirada ilegalmente do estuário do rio Tejo, sensivelmente a mesma quantidade confiscada no ano passado.

Entre Janeiro de 2011 e Agosto deste ano, foram identificadas mais de duas dezenas de angariadores/revendedores.

A PM, por seu lado, apreendeu, em 2011, cerca de 11 toneladas de ameijoa, valor já ultrapassado este ano. Até 20 de Agosto, esta entidade tinha apreendido 13 mil quilos.

A PM adianta que em 2011 identificou e constituiu arguidos em processo de contra ordenação, por pesca ilegal de ameijoa, 419 pescadores. De Janeiro até agora, foram levantados 120 autos de contra ordenação.

Em conjunto, as duas entidades fiscalizadores, entre Janeiro de 2011 e Agosto deste ano, apreenderam cerca de 70 toneladas de ameijoa ilegal no estuário do rio Tejo, e identificaram mais de 560 infractores.

No dia 14 deste mês, um mergulhador morreu no rio Tejo, na zona de Alcochete, enquanto apanhava ilegalmente ameijoa, tendo o corpo sido resgatado três dias depois.

Fonte: DN (2012)

Dispara mercado ilegal de amêijoas

As amêijoas foram, este verão, o prato de entrada favorito de portugueses e estrangeiros no Algarve, tendo aumentado o seu consumo, segundo os proprietários dos estabelecimentos.

O viveiros estão a vender, por mês, cerca de 20 mil quilos. mas os donos destes espaços alertam para o facto de existir um mercado paralelo com mariscadores ilegais a venderem. «todos os anos vendemos muita amêijoa, mas este ano tem sido uma loucura. quando chegamos ao fim do dia já vendemos tudo», diz o proprietário de um restaurante em faro, adiantando que, tal como a maioria, também ele recorre a um mercado paralelo. «nem sempre dá para comprar com factura aos viveiros. muitas vezes, recorro aos mariscadores que vendem porta a porta. eu, por exemplo, tenho um que apanha quase só para mim. só que esses não estão legais. mas a amêijoa é igual».

A compra a mariscadores ilegais está, avisam os donos dos viveiros, a prejudicar o negócio. «devemos vender 600 ou 700 quilos por dia. cerca de 20 mil quilos por mês. podia ser mais, mas infelizmente há muita gente a comprar ilegalmente aos mariscadores para fugirem ao iva», denuncia o responsável de um viveiro.

Os mariscadores não são difíceis de encontrar. na ilha de faro, de botas de borracha acima do joelho, polar manchado de café e calças de ganga, joão (nome fictício) vem com um balde preto em cada mão. vende ilegalmente. e tem medo de revelar o nome. só a idade, 34 anos. «tenho tês filhos e tenho de ganhar a vidinha», justifica. no verão não tem mãos a medir. sozinho vende mais de 30 quilos por dia, a seis euros o quilo. é com esse dinheiro que vive o resto do ano. os seus clientes são os restaurantes. compram sem factura. «com a loucura que há este ano pela amêijoa vai-se tudo num dia. a asae nem precisa de se preocupar se a amêijoa está boa: ela é apanhada e consumida no próprio dia».

Fonte: SOL



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