loading...

As perguntas que os fãs de Sócrates deveriam fazer, à sua consciência


Os defensores acérrimos de partidos, deveriam possuir a clareza e capacidade de se distanciar dos partidos para analisar a realidade com isenção. Informar-se sobre o que os partidos fazem contra e a favor do país, sejam do PS, PSD, CDS, PCP, etc. E não se trata de analisar promessas falsas, nem ideologias que ficaram no passado, e muito menos programas que ninguém cumpre... refiro-me à busca de informação favorável e desfavorável, analisar e conhecer o passado, as suspeitas, os casos de corrupção, a história, as incompetências:

Hoje em dia a informação está acessível, basta ter a coragem e capacidade de querer conhecer a verdade. E não se trata de opiniões, existem factos como por exemplo o caso das PPP´s que estão à vista de todos, um crime que lesa a pátria, e ainda há quem defenda os governantes envolvidos?

É importante para a sobrevivência do país, sabermos ser críticos, e mais importante é quando se trata de pessoas que há décadas defendem sempre o mesmo partido acriticamente e fanáticamente, independentemente do mal ou bem que eles fazem ao país. Analisem os partidos pelo bem que eles fizeram ao país e não pelo fanatismo que sentem pelos partidos. Só assim os maus temerão a mão do povo que os afastará nas eleições, e os bons serão motivados a lutar pelo povo. Defendam o país.


O martírio do preso número 44 por José Manuel Fernandes
(...)
Os sinais de que José Sócrates estava a preparar-se para se apresentar como um mártir da liberdade já estavam por aí, mas nunca se tinham manifestado de forma tão aberta como nas respostas que, esta sexta-feira, deu a algumas perguntas da TVI. (...)

Certas almas mostraram-se solidárias, quase atormentadas. Aconteceu mesmo a um colunista, ao passar pelo Natal em frente à prisão de Évora, dar-lhe para recordar o destino do seu pai, várias vezes preso pela PIDE. Faltou-lhe apenas dizer o que veio agora proclamar o preso número 44: “este processo, pela sua natureza, tem contornos políticos. E digo mais: este processo é, na sua essência, político”. Ou seja, ele, José Sócrates, é um preso político, um resistente que se preocupa com “o poder, os seus limites e o seu exercício”.
É sempre possível haver inocentes presos. Direi mesmo que está sempre a acontecer. Há até inocentes que são condenados. O que é mais raro é alguém sobre quem recaem fortes suspeitas considerar que, no fundo, tudo não é mais do que política. Porque é isso que está claramente escrito nas respostas que enviou para a TVI, até por nelas referir que desconhece “as motivações deste estranho processo sem indícios nem provas”. Mais: por insinuar a “suspeita de perseguição política”.

E aqui chegamos ao ponto em que esta missiva acaba por ser um acto falhado. É que se é possível admitir que neste processo não existam ainda todas provas, ou algumas provas sejam frágeis, o país inteiro sabe que se há coisa que não faltam são indícios.

Na verdade só alguém como José Sócrates pode pretender que, depois de ter dito que era a mãe que lhe pagava algumas despesas, depois de ter afiançado que sobrevivera em Paris graças a um empréstimo da Caixa-Geral de Depósitos, acreditemos agora que era afinal um benemérito amigo que lhe emprestava dinheiro, empréstimo que tenciona pagar “apesar da informalidade da nossa relação”.

O antigo primeiro-ministro sempre foi assim (há mesmo quem testemunhe discussões na sua adolescência em que já era assim): tem sempre um argumento novo, tem sempre uma desculpa nova, passa sempre ao ataque, não tolera que não se aceite a “sua verdade” mesmo quando a relação desta com a verdade verdadinha é muito, muito longínqua.

O que este “preso político” nos conta agora é que está a ser perseguido porque as autoridades judiciais não acham normal que um seu amigo de mais de 40 anos tenha acumulado tantos milhões apesar de não se perceber como; que não acham natural que esse amigo lhe tenha emprestado, sem recibo ou qualquer documento ou registo, centenas de milhares de euros para despesas correntes, dívida que certamente pagará apesar de ele, José Sócrates, garantir que não tem fortuna; que não acham normal que as transações entre estes dois velhos amigos tivessem tomado por regra a forma de notas dentro de um envelope (as malas de dinheiro são um exagero, meu deus!), apesar de no país, no século XXI, mesmo os remediados dos remediados utilizarem cheques, cartões e transferências bancárias (o primeiro-ministro do “choque tecnológico” é afinal um conservador que prefere guardar o dinheiro no colchão); que também não acham normal que um empresário com negócios banais em Portugal tenha oportunamente decidido realizar um investimento num andar “a precisar de obras” em Paris, mesmo a tempo de o emprestar ao amigo que, parece, estava com “algumas dificuldades de liquidez”; e por aí adiante.

Haverá gente capaz de acreditar sempre na verdade do engenheiro, haverá gente capaz de negar sempre mesmo os mais gritantes indícios, haverá gente capaz de jurar sempre pela sua inocência. Não faço parte desse grupo. Não creio que esteja inocente. Não acredito na história da carochinha.

É por isso que. apesar de estes momentos nunca serem os mais indicados, pela sua carga emocional, para discutir reformas no sistema, não posso deixar de acrescentar umas breves notas:

Não sei se se deve restringir mais as condições da prisão preventiva, mas noto que, ao contrário do que tem sido sugerido, se trata de um regime menos utilizado hoje do que no passado: em 1996 havia 4.977 reclusos em prisão preventiva, em 2013 já só havia cerca de metade, 2.592.

(...) De resto, não sou hipócrita: um ex-primeiro-ministro será sempre julgado na praça pública, e como se está a ver meios de defesa e palco não lhe faltam. Falta-lhe é capacidade para nos fazer acreditar no inverosímil.

Paulo Morais diz que não existe um julgamento em praça pública, porque o julgamento jurídico nada tem a ver com o julgamento social e politico. E todos os cidadãos têm o direito de julgar o politico, e eles sabem que há corrupção na politica portuguesa.

Mas como é que pode dizer já declaradamente que José Sócrates é corrupto? Não o está a julgar antes da justiça?

Não, não. Há duas discussões.

A corrupção, enquanto fenómeno social e político, é a utilização de um poder delegado em nome do povo para benefício particular. Quem utiliza esse poder para benefício individual, familiar ou de grupos económicos está a incorrer num acto social de corrupção.

Depois uma outra questão é o enquadramento jurídico dos crimes que daí decorrem. 

O enquadramento legal é diverso. Mas quando falamos de corrupção estamos a discuti-lo politicamente. Os portugueses, dos mais letrados aos mais iletrados, não têm de conhecer o enquadramento jurídico da corrupção em detalhe. Mas sabem que a corrupção tem sido uma marca da política em Portugal.

Os governos em Portugal dos últimos 20 anos têm sido governos, e maiorias, e parlamentos, essencialmente corruptos, porque organizam a vida política no sentido de utilizar os recursos da população em benefício particular, de famílias, grupos económicos, de partidos políticos.

A política é corrupta. Sobre quem tem responsabilidade jurídica na matéria, isso sim, é competência dos tribunais. A existência de corrupção na política é uma marca que infelizmente se sente em Portugal de forma exponencialmente crescente desde a entrada de Portugal na Europa. Os casos de corrupção têm sido sistemáticos. E Sócrates é de facto um dos principais actores nessa triste peça que é a corrupção na política na Portugal.

Convido o fãs de Sócrates a questionarem o seguinte; Deitem a mão na consciência... (de preferência respondam sem insultar, apenas com argumentos)

A entrevista (ou a fuga de informação, chamem-lhe o que quiserem) que Sócrates enviou à TVI, serviu para provar que Sócrates já criou 3 versões diferentes para justificar a vida de luxo em Paris.

A mais recente foi nesta entrevista, onde assumiu ter recebido dinheiro do amigo Carlos Santos Silva, a título de empréstimos.

Mas anteriormente, nas diversas vezes que foi questionado sobre como conseguia viver gastando 15 mil euros por mês em Paris, ele alegou que tinha heranças da mãe. E quando Sócrates deu uma entrevista à RTP, aproveitando o seu espaço semanal disse, em Julho de 2014, afirmou também que vivia em Paris sem trabalhar graças a um empréstimo que contraiu junto da CGD de € 120.000.

1 -Porque muda de versão tão facilmente? Os fãs de Sócrates sabem a resposta ou nem querem saber?

2 -Como é que um amigo facilita empréstimos há anos, para lhe permitir viver luxuosamente e comprar um Mercedes de € 95.000?

3- Como se explica que a versão do empréstimo de € 120.000 da CGD seja credível, se ele gastou quase todo esse empréstimo no Mercedes de € 95.000 ????

4 -Como é que os fãs do Sócrates não estranham que ele mantivesse um motorista em Portugal, vivendo em Paris? E sem emprego? e a viver de empréstimos?

5 -Como é que os fãs do Sócrates não estranham que a empresa desse amigo generoso, tenha contratos milionários facilitados por um governante- O Sócrates?

6 -Como é que os fãs do Sócrates não questionam porque razão o Grupo Lena ganhava tanto dinheiro através do estado/governo Sócrates?

7 -Como é que nem Sócrates nem Carlos Santos Silva conseguiram concretizar os valores emprestados? Se são empréstimos são para pagar, certo? Então como credor e devedor não registaram os valores emprestados? Ninguém estranha?

8 - E se foram empréstimos, Sócrates declarou-o em sede de IRS? O Código de IRS presume que os empréstimos implicam juros à taxa legal e por isso eles têm de ser declarados no IRS de quem empresta e no IRS de quem é beneficiado pelo empréstimo. É que os juros são rendimentos de capitais que Carlos Santos silva teria de declarar...

Coincidências??!

Sócrates terá preferido as perguntas do amigo da TVI. 

Exactamente um dia após entrar em funções um amigo de José Sócrates como director de Informação da TVI, foi à TVI que o prisioneiro Sócrates deu a primeira entrevista.

O ex-primeiro-ministro passou a perna ao Expresso, de cuja tentada entrevista se falou várias semanas, depois de o jornal, diz ele, ter divulgado as perguntas sem antes lhas dar a conhecer. É mais provável que fosse por ter desprezado as perguntas factuais do Expresso e preferido as do canal agora dirigido pelo seu amigo Sérgio Figueiredo.
 
As perguntas da TVI eram bem mais fofinhas, menos factuais e mais orientadas para ele poder clamar opiniões contra a justiça, etc. Claro está que a TVI fez muito bem em pedir a entrevista e Sócrates em dá-la. Quantas mais entrevistas, melhor. Cumpre-se o direito a informar e a opinar e a ser informado.

Que ironia, Sócrates usando as mesmas armas de liberdade que ferozmente combateu enquanto primeiro-ministro!

Que ironia trágica, o prisioneiro Sócrates dando uma entrevista ao canal que calou quando primeiro-ministro!

Já não estão lá os que ele conseguiu afastar. Estão os que vieram depois, José Alberto Carvalho e agora Figueiredo.

A apresentação da entrevista 24 horas depois da entrada em funções de Figueiredo na TVI é fatal: já sabemos com o que contamos.

Veremos se a TVI também não deriva para notícias favoráveis à EDP, onde Figueiredo, por sugestão de Sócrates, foi administrador durante anos.

A forma de apresentação da entrevista, dada por escrito, revelou uma total subserviência ao entrevistado.

A leitura das respostas de Sócrates, totalizando 3000 palavras, durou 22 minutos: jamais, em 20 anos, a TVI apresentou uma entrevista escrita ou um documento deste tipo na íntegra, sujeitando a eficácia do jornalismo ao documento original. Carvalho, director cessante na TVI, que o foi também da RTP quando Sócrates a dominava, desfez-se em desculpas aos espectadores pela chateza do aspecto audiovisual da entrevista, quando não fez corresponder a totalidade do texto escrito de uma resposta à totalidade da sua leitura. Na realidade, foi a Sócrates que pareceu pedir desculpa.

Sócrates, que chegou ao poder pelos media e pelos media governou, quer agora dobrar a Justiça através dos media.

Por muito que se queixe, não lhe faltam meios: tem os media de Proença de Carvalho, TSF, DN e JN, tem um exército de comentadores na SIC e SICN e tem agora a TVI.

Fonte e foto: Apodrecetuga


Loading...
INFORMAÇÃO

Algumas fotografias utilizadas neste blog e alguns artigos são provenientes de outras fontes como Jornais, Revistas, Blogues, órgãos de comunicação social, bases fotográficas estrangeiras e motores de busca. Todos os artigos tem a fonte da foto e da noticia no final do mesmo. Se alguma entidade se sentir lesada ou não permitir a utilização de algum conteúdo utilizado neste sítio comunique-nos, por favor, e prontamente será retirado.